segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Postal



Comédia
2007
100 minutos
Uwe Boll (realização e guião)
Bryan C. Knight (guião)

"You people are fighting each other in war and destroy the world in the name of God. God doesn't need your help to destroy the world. He is God, hello?"

Dude

Há filmes que entram no nosso baú cinéfilo denominados de guilty pleasures, este é um filme que tem todas as condições para o ser, no entanto acaba por não conseguir fazer a viagem completa até a esse meu lote pessoal, embora tenha momentos que vão perdurar.
Realizado em 2007 por Uwe Boll, um dos realizadores mais odiados em Hollywood, trata-se mais uma vez de uma adaptação de um vídeo game ao grande ecrã, algo em que Boll se tem especializado, algo que também tem sido uma das suas maiores críticas.
O filme segue Dude (Zach Ward) durante um dia em que tudo lhe corre mal, não consegue emprego, a sua mulher engana-o com o vizinho, e a sua última esperança um tio charlatão está na falência. Mas a premissa do filme é algo de secundário, assim como no jogo de computador, o que interessa é a capacidade de destruição e a magnitude das acções que se vão realizando. Realce para a participação do próprio Uwe Boll a representar-se a ele próprio, também Vince Desiderio criador do jogo Postal, assim como Verne Troyer (o conhecido Mini Me da saga Austin Powers) sem pudor em se rir de si próprio.
Não deverá ser levado demasiado a sério, melhor, não pode nunca ser levado a sério, nem com segundas intenções, deve ser visto como entretimento nonsense, onde os estereótipos (são imensos ao longo de todo o filme) se misturam com a crítica às instâncias locais e mundiais, Osama e Bush marcam presença na acção.
Mesmo parecendo deslocada do filme, quero realçar a sequência que antecede o genérico, onde dois piratas do ar discutem a existência e a eternidade depois de se tornarem mártires. Caso não possam ou não queiram ver o filme todo, vejam pelo menos esses minutos iniciais.
Para alguns é o melhor filme de Uwe Boll, para outros apenas mais um prego no caixão deste realizador. Para mim trata-se de uma comédia que consegue colocar um sorriso em qualquer cara, sendo que não podemos esquecer que tem um pé no universo das paródias (Airplane, Naked Gun), só é pena não conseguir ter os dois.

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